Os livros de positivismo mostram como Auguste Comte quis explicar o mundo só com fatos e ciência. Aqui você baixa grátis em PDF desde a lei dos três estados até o Círculo de Viena.
Pouca gente sabe que o lema "Ordem e Progresso" da bandeira do Brasil vem da filosofia positivista. Esta seleção também cobre o positivismo lógico, o jurídico e o método nas ciências sociais.
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Primeiros Passos
Introdução ao Positivismo
Se você está começando, estes livros de positivismo explicam o que é a corrente e por que ela ainda importa. São leituras curtas, boas para provas e trabalhos.
Introdução clássica da coleção Primeiros Passos que explica os fundamentos do positivismo, a Religião da Humanidade, a passagem ao evolucionismo social e a presença das ideias de Comte no Brasil. Leitura curta e clara para quem está começando no tema.
Panorama didático do positivismo que vai de Comte e Durkheim ao Círculo de Viena, a Popper e ao positivismo instrumental de Lazarsfeld. Ótimo ponto de partida para entender se existe um positivismo ou vários.
Revisita a trajetória intelectual de Augusto Comte e mostra como sua teoria sociológica, do positivismo à intervenção social, foi decisiva para a formação da sociologia. Introdução clara para quem conhece Comte apenas pelos manuais.
Panorama rápido do positivismo, de Condorcet a Augusto Comte, com o Curso de Filosofia Positiva, o Sistema de Política Positiva e a leitura de Michael Löwy. Ótimo para revisar o conceito antes de uma prova.
Comte criou a palavra sociologia e explicou a história do saber humano em três estados: teológico, metafísico e positivo. Estes livros trazem textos do próprio Comte, estudos sobre sua obra e o evolucionismo de Herbert Spencer.
Texto fundador em que Auguste Comte apresenta a lei dos três estados, define o espírito positivo e propõe a aliança entre filósofos e proletários. Leitura essencial para entender o positivismo diretamente na fonte.
Edição histórica de 1895 do Catecismo positivista, em que Comte expõe em forma de diálogo a Religião da Humanidade, com tradução e notas de Miguel Lemos. Documento indispensável para conhecer a face religiosa do positivismo e sua recepção no Brasil.
Ensaio que reúne as pesquisas recentes que recuperam a obra de Augusto Comte e desfazem os estereótipos sobre o positivismo, mostrando um pensador muito mais rico do que o manual costuma apresentar.
Obra extensa de divulgação da filosofia de Augusto Comte, com a teoria da abstração e as quinze leis da Filosofia Primeira explicadas por um seguidor da doutrina positivista. Ideal para quem quer conhecer o sistema de Comte por dentro.
Dissertação de mestrado que examina a filosofia sintética de Herbert Spencer, com sua teoria do conhecimento, a lei da evolução e a ideia de complexidade, peça-chave do positivismo evolucionista do século XIX.
Nenhum país levou o positivismo tão a sério quanto o Brasil, do lema Ordem e Progresso à Proclamação da República. Estes livros mostram como Benjamin Constant, o Apostolado Positivista e Júlio de Castilhos levaram Comte para a política e a escola.
Artigo que explica o papel do positivismo na queda do Império em 1889, destacando a pregação de Benjamin Constant na Escola Militar e a diferença entre positivistas ortodoxos e heterodoxos. Boa porta de entrada para entender a Proclamação da República pelo lado das ideias.
Dissertação que reconstrói a atuação do Apostolado Positivista de Miguel Lemos e Teixeira Mendes nos primeiros anos da República e sua defesa de uma ditadura republicana inspirada em Comte. Ideal para entender como o positivismo ortodoxo tentou moldar o novo regime e a Constituição de 1891.
Livro clássico sobre o castilhismo, a leitura que Júlio de Castilhos e seus herdeiros fizeram do positivismo de Comte para governar o Rio Grande do Sul. Mostra como essa filosofia autoritária da República influenciou Borges de Medeiros e Getúlio Vargas.
Artigo que acompanha o lema Ordem e Progresso desde sua origem em Comte e nos positivistas que desenharam a bandeira republicana até seu uso como slogan político em 2016. Ajuda a entender por que a frase está na bandeira e o que ela significava para quem a escolheu.
Analisa a visão de Comte sobre raça e a atuação dos positivistas ortodoxos na República, revelando como a sociologia positivista defendia a mestiçagem no debate racial brasileiro.
Apresenta a filosofia de Augusto Comte e acompanha sua influência na formação dos cursos de Direito no Brasil, peça central na construção política do país.
Mostra como o positivismo de Augusto Comte entrou na educação brasileira no período republicano e como foi adaptado para servir a interesses políticos específicos.
Reflexão sobre a educação segundo a filosofia de Comte, com tópicos sobre positivismo e escola e sobre a herança positivista na educação brasileira e na escola tecnicista.
Examina a visão de Auguste Comte sobre a educação científica no Curso de Filosofia Positiva e discute o legado positivista no ensino de ciências no Brasil.
Investiga se existiu uma matemática escolar positivista no Brasil, analisando os livros didáticos usados no advento da República a partir da história cultural.
Estudo histórico sobre como o positivismo moldou o ensino de ciências naturais nas escolas secundárias brasileiras entre 1890 e 1900, logo após a Proclamação da República.
No século XX, o Círculo de Viena de Schlick, Carnap e Neurath renovou o positivismo com a lógica e o princípio de verificação. Aqui estão os textos do grupo e as críticas que o neopositivismo recebeu de Karl Popper.
Tradução do manifesto de 1929 em que Hahn, Neurath e Carnap apresentam o Círculo de Viena, sua recusa da metafísica e o programa de uma ciência unificada. Leitura essencial para quem quer conhecer o positivismo lógico direto da fonte.
Tradução do ensaio de 1930 em que Schlick, fundador do Círculo de Viena, defende que a filosofia deixa de ser um sistema de doutrinas e passa a ser a atividade de esclarecer o sentido das proposições. Texto breve e acessível, com apresentação do tradutor.
Tradução do ensaio de 1931 em que Carnap usa a análise lógica da linguagem para mostrar que os enunciados metafísicos não têm sentido, com a célebre crítica a Heidegger. Ajuda a entender o critério de significado e o núcleo do positivismo lógico.
Dissertação que reconstrói a trajetória do positivismo lógico, do surgimento do Círculo de Viena à sua recepção nos Estados Unidos, e apresenta as pesquisas recentes que reavaliam a obra de seus membros. Boa porta de entrada para superar a imagem simplificada do neopositivismo.
Dissertação que lê o empirismo lógico a partir do contexto em que nasceu o Círculo de Viena, na Europa entreguerras, destacando suas dimensões sociais, políticas e educacionais. Mostra que o movimento foi além da epistemologia e da filosofia da ciência.
Dissertação que compara os critérios de significado de Carnap, do verificacionismo ao confirmacionismo, com o falseacionismo de Popper. Explica com clareza por que Popper rejeitou o princípio de verificação como forma de separar ciência e metafísica.
Capítulo que reconstrói a origem do Círculo de Viena com Mach, Boltzmann e Schlick e acompanha a recepção do positivismo lógico em Portugal nos anos 1930 e 1940, incluindo a polêmica entre Abel Salazar e António Sérgio.
Durkheim levou o método positivista para a sociologia e propôs estudar os fatos sociais como coisas. Estes livros discutem objetividade, método e os limites do positivismo na pesquisa social.
Revisita As regras do método sociológico de Durkheim no seu centenário e discute como a sociologia passou de um método único, inspirado no ideal positivo de ciência, ao pluralismo metodológico atual. Leitura valiosa para quem estuda teoria e metodologia sociológica.
Pergunta o que é ciência e revisa os critérios de demarcação para avaliar a influência real da epistemologia positivista hoje, especialmente na psicologia.
Compara Weber e Bachelard em torno da objetividade e do método para mostrar o quanto cada um se aproxima ou se afasta do positivismo nas ciências sociais.
Reflete sobre a crise dos paradigmas nas ciências humanas causada pelo positivismo como modelo único e defende, com Feyerabend, a pluralidade metodológica.
Discute as consequências de tratar biosfera e sociedade como sistemas complexos e propõe superar tanto o positivismo das ciências naturais quanto a hermenêutica pós-moderna nas ciências sociais.
Para o positivismo jurídico, o direito é a norma criada pelo Estado, separada da moral. Aqui estão estudos sobre Kelsen, Hart, Bobbio e a passagem ao pós-positivismo.
Reconstrói a história do direito natural desde a Antiguidade até a modernidade e o confronta com o direito positivo e o positivismo jurídico, incluindo a crítica de Kelsen e o debate contemporâneo. Um ponto de partida seguro para entender a velha disputa entre jusnaturalistas e juspositivistas.
Apresenta as características centrais do positivismo jurídico e mostra como a Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen levou o juspositivismo ao seu ponto mais alto, isolando a norma jurídica de juízos morais, políticos e ideológicos. Uma leitura clara para quem precisa entender Kelsen antes de enfrentar a obra original.
João Luiz Martinechen Beghetto e Celio Roberto Correa
Percorre a evolução teórica de Norberto Bobbio e mostra como o positivismo jurídico e o liberalismo social sustentam sua visão realista do direito e sua defesa da democracia. Ajuda a entender por que Bobbio é uma das vozes centrais do juspositivismo no século XX.
Investiga como Herbert Hart enfrenta o tema da obediência às leis e mantém a separação entre direito e moral, respondendo às críticas feitas ao positivismo jurídico.
Arnaldo Bastos Santos Neto e Luana Renostro Heinen
Explica a passagem do positivismo jurídico ao pós-positivismo, com a abertura do sistema aos valores, a distinção entre princípios e regras e o papel da Constituição e do Judiciário no neoconstitucionalismo. Termina com um alerta sobre os excessos das correntes mais extremadas, útil para quem estuda teoria do direito e direito constitucional.
Ricardo Vieira de Carvalho Fernandes e Guilherme Pereira Dolabella Bicalho
Defende que o positivismo jurídico não é inimigo da ética e propõe um conceito de dignidade da pessoa humana e de tolerância a partir de uma perspectiva positivista do direito constitucional.
Comte também quis criar uma moral baseada no altruísmo, a chamada Religião da Humanidade. Estes livros explicam essa ética positivista e mostram como Teófilo Braga a levou para Portugal.
Apresenta a ética de Augusto Comte como doutrina humanista baseada no altruísmo, no dever e na ideia de Humanidade, escrita por um estudioso do positivismo.
Examina a ética pública de Teófilo Braga, comparando a religião civil de Rousseau, a Religião da Humanidade de Comte e as comemorações cívicas dos centenários.
Esses livros de positivismo cobrem dois séculos de debate, de Comte ao positivismo jurídico. Para ir além no direito, veja também nossos livros de Filosofia do Direito.
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