Os livros de filósofos desta página vão de Platão e Aristóteles até Kant e Nietzsche. São clássicos da filosofia grátis em PDF, organizados por época, da Grécia Antiga aos pensadores brasileiros.
Quase sempre é o texto do próprio filósofo, não um resumo. Tem A República, as Meditações de Marco Aurélio, as Confissões de Santo Agostinho e o Discurso do Método de Descartes.
Também tem filósofos brasileiros, como Farias Brito e Tobias Barreto. Escolha uma época, abra o PDF e comece a ler hoje, sem cadastro e sem pagar nada.
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Antiguidade
Livros de Filósofos Antigos
Os livros de filósofos antigos começam nos pré-socráticos e passam por Sócrates, Platão e Aristóteles. Fecham com Epicuro e os estoicos romanos, como Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio.
Os fragmentos de Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Xenófanes e Heráclito, os primeiros filósofos gregos, na tradução clássica de Eudoro de Sousa. É o ponto de partida da filosofia ocidental: as primeiras tentativas de explicar o mundo sem recorrer aos mitos.
A defesa que Sócrates fez diante do tribunal de Atenas que o condenou à morte, contada por seu discípulo Platão. Curta e intensa, é a melhor porta de entrada para conhecer Sócrates e o que significa viver uma vida examinada.
Num jantar entre amigos, Sócrates, Aristófanes e outros convidados fazem discursos sobre o amor. É o diálogo mais literário de Platão e a origem da expressão amor platônico.
O diálogo em que Sócrates discute o que é a justiça e desenha a cidade ideal governada por filósofos. É onde está a alegoria da caverna e o ponto de partida obrigatório para quem quer começar pela filosofia grega.
O tratado em que Aristóteles pergunta o que é a felicidade e responde com a teoria das virtudes e do justo meio. É a obra de ética mais influente da Antiguidade e a mais lida de Aristóteles.
Aristóteles estuda a cidade, a família, a escravidão e as formas de governo para descobrir qual constituição garante uma vida boa. Daqui vem a ideia do ser humano como animal político.
O primeiro tratado de teoria literária do Ocidente: Aristóteles explica a tragédia, a epopeia, a imitação e a catarse. Curto e direto, é a base de tudo o que se estuda até hoje sobre narrativa e poesia.
O livro X das Vidas de Diógenes Laércio, dedicado inteiramente a Epicuro, com as cartas a Heródoto, a Pítocles e a Meneceu e as Máximas Principais. Aqui está a famosa Carta sobre a Felicidade, o texto central do epicurismo.
Os três livros em que Sêneca ensina a reconhecer, evitar e curar a raiva, um dos textos mais práticos do estoicismo romano. Tradução integral com introdução e notas, feita na Universidade de São Paulo.
O manual de bolso do estoicismo: Epicteto, que nasceu escravo, ensina a separar o que depende de nós do que não depende. Edição com introdução que explica para que serve e como ler o livro.
As anotações pessoais que o imperador romano Marco Aurélio escreveu para si mesmo, entre campanhas militares, sobre como viver com serenidade e cumprir o dever. Edição do Projeto Aldus, com texto revisado e guia de leitura.
Na Idade Média, os filósofos passaram a conversar com a fé. Aqui estão Santo Agostinho, Santo Anselmo e Tomás de Aquino, além de estudos sobre Boaventura e Guilherme de Ockham.
A autobiografia espiritual em que Agostinho narra a juventude inquieta, a busca pela verdade e a conversão, e termina refletindo sobre a memória e o tempo. É o livro que inaugura a introspecção na filosofia ocidental.
Um diálogo entre Agostinho e seu filho Adeodato sobre a linguagem e o ensino: as palavras podem realmente ensinar alguma coisa? Tradução anotada e comentada, ótima para quem estuda filosofia da educação.
O pequeno tratado que ensinou a Idade Média a falar de Deus pelo silêncio e pela negação. Edição bilíngue grego e português, com estudo complementar de Mário Santiago de Carvalho.
O texto em que Anselmo apresenta o famoso argumento ontológico: Deus é aquilo de que nada maior pode ser pensado. Curto, completo e discutido até hoje por filósofos de todas as correntes.
Um estudo completo sobre São Boaventura, o grande pensador franciscano do século XIII, contemporâneo de Tomás de Aquino. Explica sua teoria do conhecimento, sua mística e o itinerário da mente até Deus.
O opúsculo de juventude em que Tomás de Aquino define os conceitos de ser, essência e existência que sustentam toda a sua obra. É a introdução mais direta à metafísica tomista.
Um estudo sobre o Dialogus de Guilherme de Ockham, o franciscano que enfrentou o papa e defendeu limites ao poder da Igreja. Mostra por que Ockham é visto como um precursor da liberdade política moderna.
De Maquiavel a Kant, estes filósofos modernos colocaram a razão no centro. Aqui estão Descartes, Spinoza, Pascal, Hume, Voltaire e Rousseau, do Renascimento ao Iluminismo.
O manual de Maquiavel sobre como conquistar e, sobretudo, conservar o poder, escrito em 1513 e lido até hoje por políticos e estrategistas. Edição do Projeto Aldus, com texto revisado, sinopse e guia de leitura.
O livro do penso, logo existo. Em seis partes curtas, Descartes conta como decidiu duvidar de tudo e reconstruir o conhecimento com quatro regras simples, e por isso é uma das melhores portas de entrada para a filosofia moderna.
Um estudo claro sobre como Hobbes explica o medo, a ambição e o desejo de poder, as paixões que, segundo ele, tornam necessário o Estado do Leviatã. Boa leitura para entender o pai do contratualismo.
A obra principal de Spinoza, escrita como um livro de geometria, com definições, axiomas e proposições sobre Deus, a mente, os afetos e a liberdade humana. Texto integral das cinco partes.
Os fragmentos em que Pascal, matemático e cristão, medita sobre a miséria e a grandeza do ser humano e propõe a famosa aposta sobre a existência de Deus. O coração tem razões que a própria razão desconhece está aqui.
Uma antologia traduzida com trechos essenciais de Locke, Montesquieu, Hume, Adam Smith e outros pensadores que fundaram o liberalismo e o conservadorismo. Reúne num só volume o Segundo Tratado sobre o Governo e O Espírito das Leis.
Bruno Amaro Lacerda e Carlos Eduardo Paletta Guedes (orgs.)
Voltaire parte de um caso real, a execução injusta de Jean Calas em 1762, para atacar o fanatismo religioso e defender a liberdade de crença. Um dos textos mais vivos do Iluminismo.
Três personagens discutem se é possível provar a existência de Deus pela razão e pela observação da natureza. O livro mais ousado de Hume, publicado só depois de sua morte, em tradução da Editora da UFBA.
Rousseau parte de uma frase famosa, o homem nasce livre e por toda parte está acorrentado, para perguntar que pacto tornaria o poder legítimo. Daqui saem as ideias de vontade geral e soberania popular que alimentaram a Revolução Francesa.
A obra que dividiu a filosofia em antes e depois de Kant, na tradução de J. Rodrigues de Merege. Esta versão reúne a Introdução, a Estética transcendental e a Analítica transcendental, onde Kant mostra como espaço, tempo e categorias moldam tudo o que podemos conhecer.
O texto mais acessível de Kant sobre ética, onde ele formula o imperativo categórico: age só segundo a máxima que possas querer como lei universal. Curto e essencial para entender a moral moderna.
Depois de Kant, os filósofos contemporâneos voltaram a duvidar de tudo. Schopenhauer, Nietzsche, Wittgenstein, Sartre e Simone de Beauvoir perguntam o que fazer quando as velhas certezas caem.
A obra principal de Schopenhauer, completa nos quatro livros e com a crítica à filosofia de Kant: o mundo é a representação do sujeito e, por trás dele, uma vontade cega que nunca se satisfaz. Base do pessimismo filosófico.
Um estudo sobre a escolha, a angústia e a liberdade em Kierkegaard, o pai do existencialismo, a partir do diálogo entre o juiz Wilhelm e Johannes de Silentio. Ajuda a entrar num autor difícil e decisivo.
O manifesto em que Feuerbach rompe com Hegel e propõe uma filosofia centrada no ser humano concreto e sensível. Influenciou diretamente Marx e todo o pensamento materialista do século XIX.
Um estudo sobre o utilitarismo de John Stuart Mill e sua ideia de que existem prazeres superiores a outros. Explica de forma acessível um dos pilares da ética e da filosofia política liberal.
A obra mais famosa de Nietzsche, escrita como um poema em prosa: o profeta Zaratustra desce da montanha para anunciar a morte de Deus, o além-do-homem e o eterno retorno. Leitura central para entender a filosofia do século XIX.
As conferências de 1929 em que Husserl apresentou a fenomenologia ao público francês, partindo das Meditações de Descartes. São a introdução mais curta escrita pelo próprio autor ao seu método.
A obra em que Wittgenstein revê suas próprias ideias e mostra que o significado das palavras está no uso que fazemos delas. Tradução integral de João José R. L. de Almeida, em edição bilíngue alemão e português.
Ensaios sobre dois dos filósofos mais influentes do século XX, mestre e aluna, e sobre o que o pensamento deles ainda diz sobre técnica, política e totalitarismo.
Kathrin Rosenfield e Felipe Gonçalves Silva (orgs.)
A conferência de 1945 em que Sartre explica, para o grande público, a ideia de que a existência precede a essência e de que estamos condenados a ser livres. A introdução mais direta ao existencialismo.
Um estudo sobre como Simone de Beauvoir passou da moral existencialista à defesa da libertação da mulher em O Segundo Sexo. Uma boa introdução à filósofa que mudou o debate sobre gênero.
Ensaios de pesquisadores brasileiros sobre o absurdo, a revolta e a moral em O Estrangeiro, A Peste e O Mito de Sísifo. Uma boa porta de entrada acadêmica para entender por que Camus continua sendo lido como filósofo e como romancista.
Publicado em 1752 por um paulista educado em Portugal, este livro reúne 162 reflexões sobre a vaidade como motor das ações humanas. É considerado a primeira obra filosófica escrita por um brasileiro.
O primeiro balanço crítico da filosofia feita no Brasil, escrito por Sílvio Romero aos 27 anos. Esta edição crítica da FUNAG traz o texto revisado e notas que situam cada pensador citado.
Os ensaios do líder da Escola do Recife, que trouxe a filosofia alemã para o Brasil e questionou o positivismo e o espiritualismo da época. Edição de 1889, com a ortografia original.
O primeiro volume da grande obra de Farias Brito, o filósofo cearense que respondeu ao materialismo do século XIX com uma filosofia do espírito. Edição do Senado Federal com estudos introdutórios.
Neste ensaio, Farias Brito defende que a filosofia deve começar pela consciência e pelo estudo do espírito, não pela matéria. É considerado a obra mais madura do maior filósofo brasileiro de sua geração.
Como as ideias de Auguste Comte e do positivismo moldaram a política, o direito e a República no Brasil. Um panorama das décadas em que filósofos como Tobias Barreto e Sílvio Romero discutiam o futuro do país.
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