Procurando livros de Machado de Assis em PDF? O escritor carioca viveu entre 1839 e 1908 e é um dos nomes mais lidos da literatura brasileira.
Ele começou no romantismo e, em 1881, abriu o Realismo no Brasil com Memórias Póstumas de Brás Cubas. Aqui estão 27 obras, de Dom Casmurro e Quincas Borba aos contos, poemas, crônicas e peças de teatro.
Todo livro é grátis para ler online ou baixar em PDF. Se é a sua primeira vez com Machado, comece por O Alienista: são poucas páginas e já mostram a sua ironia.
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Romances
Romances de Machado de Assis
Os primeiros romances, de Ressurreição a Iaiá Garcia, seguem o modelo romântico, e a novela Casa Velha só virou livro em 1944. A partir de Brás Cubas vem o Realismo de Quincas Borba e Dom Casmurro, em que até hoje ninguém sabe se Capitu traiu Bentinho.
O primeiro romance de Machado, de 1872: Félix ama Lívia, mas o ciúme e a desconfiança destroem o casal antes do altar. Já se vê aqui o analista de caráter que viria a escrever Dom Casmurro.
Guiomar precisa escolher entre três pretendentes e fica com aquele que combina com a sua ambição, como a luva com a mão. Romance curto de 1874, da fase romântica, já com a ironia que marcaria o autor.
Quando o conselheiro Vale morre, o testamento revela uma filha que ninguém conhecia, e a chegada de Helena muda a vida da família. Um dos romances mais lidos da fase romântica, presente em muitas listas de vestibular.
Iaiá descobre o passado que liga a madrasta Estela a Jorge e precisa decidir entre o orgulho e o amor. Último romance da fase romântica, de 1878, com personagens movidas mais por cálculo do que por paixão.
Um defunto conta a própria vida, da infância mimada ao amor por Virgília, sem esconder nenhuma vaidade. O romance de 1881 que inaugurou o Realismo no Brasil e é leitura obrigatória em quase todo vestibular.
Rubião herda a fortuna do filósofo Quincas Borba e o seu cachorro, muda-se para a Corte e vai perdendo dinheiro e juízo. É aqui que Machado explica o Humanitismo e o famoso "ao vencedor, as batatas".
Bentinho, já velho, tenta reconstruir a juventude e provar que Capitu, a dos "olhos de ressaca", o traiu com o melhor amigo. Até hoje ninguém sabe se ela é culpada, e é essa dúvida que faz do livro o mais discutido da literatura brasileira.
Os gêmeos Pedro e Paulo brigam desde o ventre da mãe: um é monarquista, o outro republicano, e os dois amam a mesma Flora. Romance de 1904 que usa a rivalidade dos irmãos para contar a queda do Império.
O conselheiro Aires, diplomata aposentado, anota no diário o dia a dia de um casal de velhos e dos jovens que eles tratam como filhos. O último romance de Machado, de 1908, escrito depois da morte da esposa Carolina.
Um padre vai à casa de uma família tradicional do Rio para escrever a história de D. Pedro I e acaba envolvido no romance proibido entre o filho da casa e a jovem Lalau. Novela publicada em folhetim entre 1885 e 1886 e só reunida em livro em 1944.
Machado de Assis escreveu mais de 200 contos, e muitos caem no vestibular, como O Alienista, em que Simão Bacamarte interna meia Itaguaí na Casa Verde. A Cartomante e Missa do Galo cabem numa tarde, e Papéis Avulsos e Várias Histórias reúnem os contos como ele mesmo os organizou.
O médico Simão Bacamarte abre um hospício em Itaguaí e começa a internar quem lhe parece louco, até sobrar pouca gente fora da Casa Verde. Novela satírica sobre ciência e poder, curta e perfeita para começar a ler Machado.
Camilo tem um caso com Rita, a mulher do melhor amigo, e só se acalma quando uma cartomante garante que nada vai dar errado. Um dos contos mais famosos de Machado, com um final que pega o leitor de surpresa.
Na véspera de Natal, o jovem Nogueira espera a hora da missa conversando com dona Conceição, e a conversa fica cada vez mais estranha. Um conto sobre o que não se diz, que o próprio narrador nunca conseguiu entender.
A coletânea de 1882 que reúne O Alienista, Teoria do Medalhão, O Espelho e A Sereníssima República, entre outros. São os contos em que Machado mais zomba da vaidade e da política do seu tempo.
Dezesseis contos publicados em 1896, entre eles A Cartomante, A Causa Secreta, Uns Braços, O Enfermeiro e Um Apólogo. Uma das coletâneas mais cobradas no vestibular e a melhor amostra do Machado contista.
Seis contos de 1873, da fase romântica, como A Parasita Azul e Ponto de Vista, cheios de amores, enganos e casamentos arranjados. Bom para ver como Machado escrevia antes de virar o mestre da ironia.
O primeiro livro de contos de Machado, de 1870, com Miss Dollar, Luís Soares e O Segredo de Augusta. Histórias do Rio de Janeiro elegante, de bailes, casamentos e segredos de família.
Antes de romancista, Machado de Assis foi poeta e estreou em livro com Crisálidas, em 1864. Falenas, Americanas e Ocidentais mostram a passagem do lirismo romântico para um verso mais seco e reflexivo.
O livro de estreia de Machado, publicado em 1864, quando ele tinha 25 anos. São poemas de amor e de juventude no tom romântico da época, como Musa Consolatrix e Visio.
A contribuição de Machado ao indianismo, de 1875, com poemas sobre indígenas e a história do Brasil colonial, como Potira e Niâni. Traz notas do próprio autor que explicam as fontes de cada poema.
Os poemas da maturidade, publicados em 1901, com Círculo Vicioso, Mundo Interior e a tradução de O Corvo, de Poe. Um verso mais seco e reflexivo, longe do lirismo da juventude.
Durante décadas, Machado de Assis comentou o Rio de Janeiro nos jornais, semana após semana. Bons Dias!, História de Quinze Dias e A Semana acompanham a Abolição, a queda do Império e a chegada da República com humor.
As crônicas que Machado publicou na Gazeta de Notícias entre 1888 e 1889, sempre começando com "Bons dias!". Comentam a Abolição e os últimos meses do Império com humor e muita ironia.
Crônicas quinzenais escritas para a Ilustração Brasileira entre 1876 e 1878. Machado comenta política, teatro e as novidades do Rio de Janeiro com a leveza de quem conversa com o leitor.
A série mais longa de crônicas de Machado, publicada na Gazeta de Notícias entre 1892 e 1897. Nelas aparecem os primeiros anos da República, as epidemias e os costumes do Rio de Janeiro, sempre com humor.
Machado de Assis foi censor teatral em 1862 e escreveu comédias curtas para os palcos do Rio. Quase Ministro e Os Deuses de Casaca riem da política e da vaidade da Corte.
Comédia em um ato, encenada pela primeira vez em 1862: Luciano Martins recebe a notícia de que vai ser ministro e logo a casa se enche de bajuladores. Uma sátira rápida e divertida sobre política e interesse.
Os deuses do Olimpo descem à Terra, vestem casaca e tentam a sorte na política e no jornalismo do Rio de Janeiro. Comédia em versos de 1866, escrita sem nenhum papel feminino.
Comédia de salão de 1862 em que Valentim, Inocêncio e o doutor Cornélio disputam a atenção de Carlota, uma viúva que se diverte com todos. Vem com a carta em que Machado dedica a peça a Quintino Bocaiúva.
Machado de Assis fundou a Academia Brasileira de Letras em 1897 e foi seu primeiro presidente. Mais de um século depois, Brás Cubas, Capitu e Bacamarte continuam ganhando leitores no Brasil e fora dele.
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